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História

A denominação dada ao rio, ao lugarejo e, oportunamente, à estação Telegráfica de “Pimenta Bueno”, pelo chefe da Comissão Rondon, deve-se a homenagem que o mesmo estaria prestando ao ilustre homem público, Francisco Antônio Pimenta Bueno, nascido em Cuiabá, aos 10 de novembro de 1836 e falecido no Rio de Janeiro em 07 de dezembro de 1888.

Francisco era filho do Dr. José Antônio Pimenta Bueno, Visconde e Marquês de São Vicente e da Marquesa Dona Balbina Henriqueta de Faria e Albuquerque.

Francisco Antônio Pimenta Bueno, de excelente formação moral, descendente de nobre família, desde muito cedo, abraçara a carreira militar tornando-se Coronel do Estado Maior de Primeira Classe.

Laureado em Ciências Matemáticas pela antiga Academia Militar, foi Pimenta Bueno distinguido pelo governo imperial com diversas e importantes comissões de caráter civil, destacando-se, dentre elas, a de exercer a Presidência da Província do Amazonas, no ano de 1888, quando D. Pedro II dirigia os destinos da nação, quase ao final do segundo reinado.

istia nada mais além do já mencionado barracão. Porem aos poucos, foram chegando moradores, e Pimenta Bueno, foi crescendo não no mesmo ritmo explosivo de outra localidades da BR 364, mas mais racional, com um controle maior por parte dos administradores a partir do Senhor Raimundo Camilo, com respaldo jurídico embora muito precário.



A sua reconhecida competência técnica o colocara sempre em posição de relevo entre os seus colegas, sendo-lhe atribuída a execução de obras militares da mais alta importância, tendo-as desempenhado sempre com inteligência e patriotismo. Entre essas obras, merece menção a “Carta da Província de Mato Grosso” que por si só seria suficiente para recomendar a sua competência profissional, uma vez que nela evidencia o largo conhecimento adquirido no sertão mato-grossense, por ele explorado e desbravando.

Rondon, quando partiu no desempenho da magnânima obra (traçado da linha telegráfica), municiou-se de todos os dados e informações disponíveis a respeito do vasto sertão que iria devassar. Como ele próprio registra, especialmente quando se reporta ao fato de iria “descobrir” o rio Jurema, porquanto, na ocasião apenas vagas e antigas indicações documentais faziam alusão sobre ele, dentre as referências, destaca “cidade de Mato Grosso”, de Taunay e registros cartográficos, dos tempos coloniais, dentre as quais as anotações de Pimenta Bueno.

Há referências que em 1926, o vilarejo contava com a população de 24 pessoas. Até a década de 1940, o pequeno povoado viveu em função do posto telegráfico e a economia girava em torno da extração da borracha e garimpo de diamantes. Nos anos 1960 com a abertura da BR-364 pelo quinto batalhão de engenharia e construção (5.º BEC) a vila se expandiu.

Em 1969, com a implantação do projeto integrado de colonização pelo Incra, começaram a chegar os migrantes, vindos especialmente do sul, para promover o crescimento e o progresso do então território federal do Guaporé, posteriormente território federal de Rondônia. Ainda hoje, segundo pesquisadores, residem no Município, descendentes daqueles pioneiros.

"Elevado à condição de Município por meio da Lei Federal n.º 6.448, artigo 47 de 11 de outubro de 1977, sua emancipação político-administrativa aconteceu em 24 de novembro de 1977, data da instalação e na qual, anualmente, comemora-se o aniversário do mesmo e a posse do senhor Vivente Homem Sobrinho, primeiro prefeito, então nomeado pelo governador Humberto da Silva Guedes (Coronel do Exército Brasileiro)".

(LORENZON, A.R.Pimenta Bueno, um pouco de sua História - 2002).